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Jornalista, por conta de cassação como oficial de Marinha no golpe de 64, sou cria de Vila Isabel, onde vivi até os 23 anos de idade. A vida política partidária começa simultaneamente com a vida jornalística, em 1965. A jornalística, explicitamente. A política, na clandestinidade do PCB. Ex-deputado estadual, me filio ao PT, por onde alcanço mais dois mandatos, já como federal. Com a guinada ideológica imposta ao Partido pelo pragmatismo escolhido como caminho pelo governo Lula, saio e me incorporo aos que fundaram o Partido Socialismo e Liberdade, onde milito atualmente. Três filh@s - Thalia, Tainah e Leonardo - vivo com minha companheira Rosane desde 1988.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

França, o novo alvo do "mercado". Ou as esquerdas disputam o poder real, ou nos limitamos a performances dos "indignados"

Para o sistema financeiro privado, não há "merci". Opera como fera predadora diante da caça já isolada de seu rebanho. Cerca, obriga-a correr até o limite da fadiga, e vai sangrando nos seus pontos vulneráveis, até atingir a jugular. 
É o que está ocorrendo na Europa, país a país, independentemente de sua maior ou menor força muscular de cada uma das economias nacionais. Depois dos periféricos, Portugal, Irlanda e Grécia. Depois da Espanha e da Itália; agora é a França, segunda potência econômica continental, quem vira bola da vez na porta da caçapa. 
As grandes corporações financeiras aumentam suas exigências para a renegociação das dívidas públicas, exigindo o aumento exagerado dos juros para a compra de novos títulos. A diferença entre o que se exige para a compra de títulos franceses e o que se exige para títulos alemães já começa a bater recordes, o que brevemente baixará o nível AAA de risco de investimento no País, que as agências controladas por essas corporações financeiras concedem como arbitragem de "mercado".
A tragédia está em que o sistema capitalista não se abala estruturalmente. O que é abalado é o espectro de conquistas sociais que os povos desses países obtiveram ao longo de décadas de lutas. O que é abalado é o mercado de trabalho, onde o crescimento do exército de reserva formado pelo número crescente de desempregado derruba violentamente o nível de salários. 
Porque as corporações financeiras privadas, essas não se abalam nem quando realizam operações criminosas ou de altíssimo risco. Têm sempre a compensação das instituições internacionais de crédito, para além de seus próprios Bancos Centrais, como garantia de retorno. Está aí a mídia reacionária e conservadora pronta para impor ao senso comum a idéia de que são grandes demais para querbrar. E de que suas quebras serão muito mais danosas do que o despendido pelos erários para recapitaliza-las.
Só revoluções causam traumas nesses poderosos. Revoluçõe por processos internos; por guerras; ou por vitórias eleitorais de partidos de esquerda que, no governo, não se rendem nem se vendem. Vão em busca do poder real, independentemente das dificuldades que serão proporcionadas pelo confronto daí resultante. Mas faz sentido. O inimaginável é considerar o cantochão do "ganhei a eleição, mas agora serei o chefe de Estado para todos" revele outra intenção além daquela trágica acomodação aos interesses das classes dominantes, com um pouco mais, um pouco menos de concessão à base da pirâmide social.
O que não podemos aceitar é a idéia de que o espontaneismo das manifestações nas praças seja suficiente. De que a disputa eleitoral não é espaço digno para os "Indignados", numa luta pura mas absolutamente inócua. 
Os partidos de esquerda não podem se acovardar diante da moral movimentista que a todos iguala, sem levar em conta de que quanto mais avança essa idéia nos segmentos mais combativos, mas a direita se apossa dos postos deliberativos e repressivos do aparelho do Estado.

Sobre o quadro da França, segue a íntegra da matéria do LeMonde

Obligations : l'écart entre la France et l'Allemagne se creuse

LEMONDE.FR avec AFP et Reuters | 17.11.11 | 09h46   •  Mis à jour le 17.11.11 | 11h21


La défiance des investisseurs, qui craignent une contagion de la crise de la dette européenne, touche un nombre grandissant de pays, y compris ceux notés triple A, comme la France.
La défiance des investisseurs, qui craignent une contagion de la crise de la dette européenne, touche un nombre grandissant de pays, y compris ceux notés triple A, comme la France.REUTERS/AMANDA ANDERSEN

L'écart entre les taux des obligations à 10 ans de l'Allemagne et celui de la France et l'Espagne a atteint un nouveau record depuis la création de la zone euro jeudi matin. Vers 10 heures, le "spread", ou écart de taux, a atteint 200,6 points de base, soit 2,006 points de pourcentage entre l'Allemagne et la France. L'écart de rendement entre les taux à 10 ans de la France et de l'Allemagne s'établissait autour des 40 points de base début juillet. Le différentiel de taux atteignait également un niveau inédit entre l'Espagne et l'Allemagne. Le spread a atteint 489,50 points et le taux à 10 ans de l'obligation espagnole est monté jusqu'à 6,649 %, un plus haut depuis la création de la zone euro.

>> LIRE : Le "spread" franco-allemand s'envole encore malgré les plans de rigueur

La défiance des investisseurs, qui craignent une contagion de la crise de la dette européenne, touche un nombre grandissant de pays, y compris ceux notés triple A, soit la meilleure note possible accordée par les agences de notation financière.
L'attention des investisseurs se concentre aujourd'hui sur les adjudications de dette française et espagnole, Paris prévoyant de lever entre 6 et 7 milliards d'euros et Madrid, entre 3 et 4 milliards. Le Trésor espagnol a émis, jeudi, pour 3,563 milliards d'euros d'obligations à dix ans, à un taux d'intérêt qui a bondi à 6,975 %, très proche du seuil symbolique de 7 %. Ce montant est dans le milieu de la fourchette de ce que souhaitait emprunter l'Espagne (3 à 4 milliards) et le taux accordé est un record depuis la création de la zone euro, selon DowJones Newswires, et bien plus élevé que celui de la dernière opération similaire, le 20 octobre (5,433 %).
Comme lors des précédentes émissions, la dette espagnole a suscité une demande suffisante, de 5,503 milliards d'euros, pour couvrir la fourchette que souhaitait emprunter l'Espagne (3 à 4 milliards), mais devant les taux élevés le Trésor n'a pas placé le maximum souhaité. Cette hausse du taux d'intérêt était attendue, alors que l'Espagne vit depuis quelques jours un nouvel épisode de tension sur les marchés, victime d'un effet de contagion après la Grèce et l'Italie. Indice de la méfiance des investisseurs, la prime de risque, le surcoût que doit payer l'Espagne pour emprunter à dix ans, par rapport à ce que paie l'Allemagne, référence en zone euro, a atteint jeudi matin un nouveau record, à 489,50 points de base.
ENVOLÉE EXAGÉRÉE
Le niveau élevé des primes de risque sur certaines dettes souveraines de la zone euro témoigne d'une inquiétude croissante sur la viabilité des finances publiques de certains Etats de la région, estime le ministre allemand des finances, Wolfgang Schäuble.
S'exprimant, jeudi, lors d'un séminaire sur l'assurance à Berlin, il a appelé à concentrer les efforts sur la protection des banques et des assurances contre une contagion de la crise, qui commence selon lui à peser sur l'économie réelle.
Pour lui, la crise alimente une incertitude croissante parmi les investisseurs, tout en jugeant que l'envolée des rendements sur les dettes souveraines de certains pays de la zone euro était exagérée et difficile à justifier.
LA FRANCE A DÉJÀ PERDU SON AAA
Les investisseurs estiment que la France a déjà perdu sa note AAA et le gouvernement formé au lendemain de l'élection présidentielle de mai 2012 devra, quelle que soit sa couleur politique, bâtir un budget 2013 d'une extrême rigueur.
>> LIRE : Pour les marchés, la dette française est de moins en moins un placement sans risque
"Ne nous faisons pas d'illusions : sur les marchés, la dette française n'est déjà plus AAA. Quand on regarde l'évolution du spread France-Allemagne, la dette française correspond à une note BBB+", a déclaré Jacques Attali dans un entretien à la Tribune publié le 9 novembre. "On constate un mouvement global d'écartement de tous les spreads, y compris de ceux des pays les plus proches de l'Allemagne car il y a une recherche de sécurité absolue sur les bunds", tempère Jean-Louis Mourier, économiste chez Aurel BGC. "(Mais) les marchés jouent en partie le fait que le AAA de la France va disparaître, cela nécessite donc une prime plus importante."

17/11/2011 - 10:00

Banco Goldman Sachs: O traço comum de Mario Draghi, Mario Monti e Lucas Papademos

Mário Draghi, novo presidente do Banco Central Europeu, Mario Monti (novo primeiro-ministro de Itália) e Lucas Papademos (novo primeiro-ministro da Grécia), têm uma forte ligação comum: pertencem ao “governo Sachs” europeu, segundo refere o jornal francês “Le Monde”. O jornal salienta ainda que o banco norte-americano “teceu na Europa uma rede de influência única” com fortes ligações “tanto subterrâneas, como públicas”.
Mario Draghi foi vice-presidente do Goldman Sachs para a Europa, entre 2002 e 2005. O jornal assinala que ele tinha a responsabilidade das “empresas e países soberanos” e, por isso, tinha a seu cargo vender o produto financeiro ‘swap’, o que permitiu “dissimular uma parte da dívida soberana” e “maquilhar as contas gregas”. Monti tornou-se conselheiro internacional do banco em 2005. Quanto a Lucas Papademos, que foi governador do Banco Central da Grécia entre 1994 e 2002, o jornal refere que ele “participou”, como governador do banco central, na operação de maquilhagem das contas “perpetrada pelo Goldman Sachs”.
O “Le Monde” refere ainda que o atual gestor da dívida grega é Petros Christodoulos ex-corretor do Goldman Sachs e que Peter Sutherland, que teve um papel chave na intervenção da troika na Irlanda, é ex-presidente do Goldman Sachs Internacional, do qual continua a ser administrador.
Mas Mario Monti e Lucas Papademos têm uma outra ligação internacional entre si, pertencem ambos à Comissão Trilateral (trilateral.org), um poderoso think-tankcriado em 1973 por David Rockfeller, neto de John D. Rockefeller, fundador da Standard Oil (empresa antecedente da Exxon Mobil, a maior empresa do mundo).
À Comissão Lateral pertencem destacados dirigentes políticos, antigos governadores de bancos centrais e administradores de transnacionais dos EUA, da Europa e do Japão (ver lista), como por exemplo, Paul Volcker e Alain Greenspan (antigos presidentes da Reserva Federal dos EUA), Henry Kissinger, Condoleeza Rice, Madeleine Albright e Larry Summers (antigos membros de governos dos EUA). Entre outros, fazem parte dela, como membros retirados por estarem em funções públicas, Timothy Geithner, secretário do Estado do Tesouro dos EUA, e Robert Zoellick, presidente do Banco Mundial.
Do grupo europeu da Comissão Trilateral faz também parte o português António Borges, destacado membro do PSD, atualmente diretor do departamento europeu do FMI, e ex-vice-presidente do Goldman Sachs Internacional.








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